domingo, 23 de janeiro de 2011

Blues Woman ? Dadá Cyrino Blues Band. O que voces acham ?

Hehe, cês gostam de blues ? Eu não sei mais o tamanho de meu acervo de blues, então não preciso dizer nada. Sentia falta de voz feminina no cenário blueseiro brazuca. Por isto fiquei muito feliz, ao encontrar no site www.garagemmp3.com um link para uma música de Dadá Cyrino Blues Band. Sendo eu um velho acostumado a ficar bêbado embalado por Billie holiday, Koko Taylor, Etta James e por aí vai, fiquei feliz ao ouvir esta menina. E veja bem, ainda não ouvi falar dela em nenhum programa de televisão, ou rádio, ou jornal etc...
Bom, eu gostei e estou baixando as musicas que a banda disponibilizou no site www.dadacyrinobluesband.com/musicas.htm.

Gostaria que voces deixassem aqui sua impressão sobre a banda. Que nota voces dão à banda ?

Abraços.





Cheap Thrills - De quem é este disco ?

Engraçado, geralmente quando estou bêbado e quero ouvir Janis Joplin, eu corro e pego o disco "Cheap Thrills" e deixo ele rolar. Eu tinha em vinil, e agora tenho o cd é claro. O vinil, bastava eu assobiar e ele vinha sozinho para a vitrola. O cd já não é tão inteligente. Mas, vinil ou cd, o que importa é a voz de Janis. E aí é que está a pegadinha, hehe. Cheap Thrils não é um disco de Janis, mas sim de sua banda de começo de carreira, a Big Brother & The Holding Company. Mas sejamos francos, ninguem lembra da Big Brother, e o mundo jamais esquecerá Janis. Mas o que importa aqui é o disco. Eu costumo pontuar um disco tambem pela quantidade de álcool que ele me leva a ingerir, e este me leva quase ao coma alcoólico. Eu adoro Janis Joplin, e adoro este disco. Nada de explicações técnicas. A gravação é rústica, a performance dos músicos não tem nada de virtuose, mas tem a emoção implícita da música dos anos setenta. Janis é visceral, emociona e se emociona junto. Cada música neste disco é um legado. Ela diz...meninos é assim que se faz, assim que se diz. 

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Yngwie Malmsteen - Quando nasceu o metal neo clássico.

O ano era 1984. Eu vivia impregnado de rock and roll e meus heróis eram  os guitarristas de bandas como Deep Purple, Van Halen ,  Led Zeppelin e tantos outros. Em cada novo disco, e em cada nova música eu esperava ansioso pelo solo da guitarra. A guitarra era o ponto máximo da emoção em cada música que eu ouvia. Mas faltava algo, eu sabia que a guitarra rock podia ir mais além. Alguém deveria levar a guitarra ao máximo da expressão. Então, um dia um amigo me emprestou um disco chamado "Rising Force", que fora gravado por um até então desconhecido guitarrista Sueco chamado Yngwie Malmsteen. A primeira porrada veio em forma de "Black Star". E estava inaugurado o neo clássic rock.


Era tudo que eu esperava. Uma música inteira instrumental, um solo que era toda a música. E o mais importante era que aquilo unia minhas duas maiores paixões quando o assunto é música....rock e música clássica. Depois de assistirem o vídeo acima voces saberão do que estou falando. Mas permitam-me explicar uma coisa...hoje pode parecer banal ver zilhões de guitarristas  virtuoses esbanjando velocidade por aí. Mas Yngwie foi o primeiro a mostrar isto ao mundo. E fazendo música, não apenas subindo e descendo escalas. E eu vi isto começar, testemunhei o impacto. Voces sabem o que significa isto? Eu me perguntei, o que é isto? Quem é este cara ? Como ele faz isto ? Ahá. Eram notas e mais notas encadeadas em melodias lindas e com muito sentido estético e muito peso. Sim, imagine música clássica com peso, distorção.
           Estou neste momento, ouvindo a segunda música do disco, "Far Beyond The Sun". Talvez  esta  seja  a  música que melhor represente o conceito sonoro do disco. O timbre adocicado da guitarra quase nos faz ver as notas flutuando em nossa frente. A guitarra grita doce e desesperadamente pela nossa atenção, como que dizendo: Olhem, eu sempre estive aqui, e posso te falar assim. Preste atenção! Eu sou a guitarra!


Devo lembrar que este disco chegou ao número 60 na parada da Bilboard apesar de ser um disco  quase  todo instrumental, e voltado para a guitarra. Logicamente nada comercial para a época. Mas tambem devo dizer que este disco rendeu à Yngwie, uma indicação para o Grammy de melhor performance instrumental. Para mim, este disco é uma obra prima  (minha modesta opinião, é claro) e pronto. "Now Your Ships Are Burned", "Evil Eye", "Icaru's Dream Suite Op. 4"  mantem o clima, com Yngwie esbanjando feeling e pegando pesado em riffs até então nunca imaginados por nenhum mortal. Ah, nesta altura nós já ouvimos a voz de Jeff Scot Soto, que para mim ( repito...para mim) é o melhor vocalista que já cantou com Yngwie.

O disco é fechado com "As Above, So Below,  "Little Savage"   e   "Farewell". Ora, toco um pouco de guitarra  ( hehehe ), e sou  fã incondicional de Malmsteen, por isto sou suspeito pra ficar falando. Então fecho este post dizedo apenas: Ouçam o disco e depois me  contem. Mas contem mesmo. Estou esperando.

Feliz Natal para que ler este post em tempo hábil.

Abraços.







quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Buena Vista Social Club ! Ouçam, e contenham as lágrimas se puderem!


Não sei o que ocorre primeiro, o arrepio ou o marejar nos olhos. Um acorde forte, compassado e rasgado como uma dor sufocada por um gole de rum, precede a voz alta de Eliades Ochoa. Depois a câmera mostra um olhar de soslaio e um sorriso, vindo de Compay Segundo, uma criança de mais ou menos oitenta anos, que divide os vocais em "Chan Chan". Por trás, dando um certo molejo preguiçoso e genial de slide guitar, está simplesmente um certo guitarrista amante do blues chamado Ry Cooder. E assim, está aberto o show que precedeu o disco "Buena Vista Social Club". A imagem que acabei de descrever, é claro que não poderá ser desfrutada no disco, mas o som é o mesmo. É isto mesmo, neste post estou divido entre o disco e o DVD. Aconselho que adquiram os dois. No DVD, os participantes contam um pouco de sua hstória, da história do clube onde cantavam. No decorrer da conversa, fica-se sabendo que alguns estavam no anonimato,  tendo de engraxar sapatos para sobreviver. Até a chegada de Ry Cooder e seu desejo maravilhosamente insano de reuni-los novamente.  
        E foi buscar Compay Segundo, Eliades Ochoa, Omara Portuondo, Ibrahim Ferrer  e outros grandes. Ah, meninos, pulem da primeira para a terceira  faixa e ouçam "El quarto de Tula" e então voltem aqui e me digam seu eu precisava falar alguma coisa. Além da presença carismática e simpática de Manuel Puntilita Licea, temos um divertido solo de alaúde cubano tocado por Barbarito Torres, tocado  nas costas. Aliás vale citar que  ele mesmo fabrica este instrumento. Ibrahim Ferrer nos brinda com "Dos Gardênias". É um bolero, e me perdoem, não ouço bolero sóbrio. E esta interpretação  me faz beber, beber e beber. Vocês precisam ouvir. 
 
 Ah, não falarei sobre todas as faixas, todas são magníficas. Mas prestem atenção em "El Carreteiro", cantado por Elias Ochoa com todo o bando por trás. Mágica pura. Um algo dolente e inspirador. Voce há de querer ir dormir em sua casa e acordar em Cuba. Rubem González, Omara Portuondo...Ahá...meninos, estamos falando de jovens entre os sessenta e oitenta e poucos anos, que já haviam brilhado muito neste mundo ingrato e estavam esquecidos por aí. Então dá para entender de onde vem a força, o tesão com que foi gravado este disco. E se voces assitirem ao dvd, verão de onde vem o clima de reencontro de velhos amigos que estavam separados pelas sacanagens da vida. Mas no final, é isto que temos aqui...um reencontro de amigos para fazer algo que sempre fizeram com muito amor. Música de altíssima qualidade. Então, por favor...ouçam este disco e assistam o dvd, pois são muito, muito, muito bons.
Abraços.