A idéia deste espaço é falar sobre discos que fazem parte da trilha sonora de minha humilde existencia, sem pretensões a ser nenhum crítico. apenas quero dizer...Ouça este disco, ele muito é bom. Ah,
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esteve aqui.
Claro, sou fã de Michael Jackson. Tambem tentei dançar o moonwalker, hehe paguei este mico. Mas, eu sou um pouco mais além disto. Eu conheci um grupo chamado The Jackson Five, que tinha um menino que cantava feito um pássaro raro. E tive a sorte de fazer parte de uma galera que pôde ousar prever que o menino ia mais longe que os irmãos. Eu sabia, assim como os de minha geração, que o garoto iria muito além daquilo que pra mim já era um super grupo musical. Pois bem, vagando pelo youtube encontrei uma versão do menino Michael Jackson para "Ain't no sunshine". Achei que devia compartilhar. É bom que os novos ouçam a voz do garoto, perfeita e cristalina mesmo antes do super estrelato.
E vejam bem meninos, não me queira mal a "família" restart, mas é preciso mais que calças coloridas e óculos tamanho gigante para fazer boa música ou mesmo se considerar "cantor". Hehehe. Mas os fãs do restart não fiquem zangados comigo não, aqui em Salvador a coisa tá preta. Estamos vivendo entre "tchubirubiru" e "foge, foge mulher maravilha". E estas pérolas sendo cantadas por rapazes "malhados" e moiçolas daçarinas de bunda grande. De propósito eu coloquei este vídeo abaixo onde a imagem não está nada boa, mas a música fala por si. É isto, não há bíceps, nem tríceps, nem bundas à rôdo. Há música, apenas música. Precisa mais?
Hehe, cês gostam de blues ? Eu não sei mais o tamanho de meu acervo de blues, então não preciso dizer nada. Sentia falta de voz feminina no cenário blueseiro brazuca. Por isto fiquei muito feliz, ao encontrar no site www.garagemmp3.com um link para uma música de Dadá Cyrino Blues Band. Sendo eu um velho acostumado a ficar bêbado embalado por Billie holiday, Koko Taylor, Etta James e por aí vai, fiquei feliz ao ouvir esta menina. E veja bem, ainda não ouvi falar dela em nenhum programa de televisão, ou rádio, ou jornal etc...
Engraçado, geralmente quando estou bêbado e quero ouvir Janis Joplin, eu corro e pego o disco "Cheap Thrills" e deixo ele rolar. Eu tinha em vinil, e agora tenho o cd é claro. O vinil, bastava eu assobiar e ele vinha sozinho para a vitrola. O cd já não é tão inteligente. Mas, vinil ou cd, o que importa é a voz de Janis. E aí é que está a pegadinha, hehe. Cheap Thrils não é um disco de Janis, mas sim de sua banda de começo de carreira, a Big Brother & The Holding Company. Mas sejamos francos, ninguem lembra da Big Brother, e o mundo jamais esquecerá Janis. Mas o que importa aqui é o disco. Eu costumo pontuar um disco tambem pela quantidade de álcool que ele me leva a ingerir, e este me leva quase ao coma alcoólico. Eu adoro Janis Joplin, e adoro este disco. Nada de explicações técnicas. A gravação é rústica, a performance dos músicos não tem nada de virtuose, mas tem a emoção implícita da música dos anos setenta. Janis é visceral, emociona e se emociona junto. Cada música neste disco é um legado. Ela diz...meninos é assim que se faz, assim que se diz.
O ano era 1984. Eu vivia impregnado de rock and roll e meus heróis eram os guitarristas de bandas como Deep Purple, Van Halen , Led Zeppelin e tantos outros. Em cada novo disco, e em cada nova música eu esperava ansioso pelo solo da guitarra. A guitarra era o ponto máximo da emoção em cada música que eu ouvia. Mas faltava algo, eu sabia que a guitarra rock podia ir mais além. Alguém deveria levar a guitarra ao máximo da expressão. Então, um dia um amigo me emprestou um disco chamado "Rising Force", que fora gravado por um até então desconhecido guitarrista Sueco chamado Yngwie Malmsteen. A primeira porrada veio em forma de "Black Star". E estava inaugurado o neo clássic rock.
Era tudo que eu esperava. Uma música inteira instrumental, um solo que era toda a música. E o mais importante era que aquilo unia minhas duas maiores paixões quando o assunto é música....rock e música clássica. Depois de assistirem o vídeo acima voces saberão do que estou falando. Mas permitam-me explicar uma coisa...hoje pode parecer banal ver zilhões de guitarristas virtuoses esbanjando velocidade por aí. Mas Yngwie foi o primeiro a mostrar isto ao mundo. E fazendo música, não apenas subindo e descendo escalas. E eu vi isto começar, testemunhei o impacto. Voces sabem o que significa isto? Eu me perguntei, o que é isto? Quem é este cara ? Como ele faz isto ? Ahá. Eram notas e mais notas encadeadas em melodias lindas e com muito sentido estético e muito peso. Sim, imagine música clássica com peso, distorção.
Estou neste momento, ouvindo a segunda música do disco, "Far Beyond The Sun". Talvez esta seja a música que melhor represente o conceito sonoro do disco. O timbre adocicado da guitarra quase nos faz ver as notas flutuando em nossa frente. A guitarra grita doce e desesperadamente pela nossa atenção, como que dizendo: Olhem, eu sempre estive aqui, e posso te falar assim. Preste atenção! Eu sou a guitarra!
Devo lembrar que este disco chegou ao número 60 na parada da Bilboard apesar de ser um disco quase todo instrumental, e voltado para a guitarra. Logicamente nada comercial para a época. Mas tambem devo dizer que este disco rendeu à Yngwie, uma indicação para o Grammy de melhor performance instrumental. Para mim, este disco é uma obra prima (minha modesta opinião, é claro) e pronto. "Now Your Ships Are Burned", "Evil Eye", "Icaru's Dream Suite Op. 4" mantem o clima, com Yngwie esbanjando feeling e pegando pesado em riffs até então nunca imaginados por nenhum mortal. Ah, nesta altura nós já ouvimos a voz de Jeff Scot Soto, que para mim ( repito...para mim) é o melhor vocalista que já cantou com Yngwie.
O disco é fechado com "As Above, So Below, "Little Savage" e "Farewell". Ora, toco um pouco de guitarra ( hehehe ), e sou fã incondicional de Malmsteen, por isto sou suspeito pra ficar falando. Então fecho este post dizedo apenas: Ouçam o disco e depois me contem. Mas contem mesmo. Estou esperando.
Feliz Natal para que ler este post em tempo hábil.