Aí gente boa! Quem curte o bom e velho Rock And Roll não pode perder esta. O blog DESTROYER do amigo GuilhermeM está realizando uma promoção onde o prêmio é um DVD dos caras. Aqui está o link:
http://destroyerockcity.blogspot.com/2011/04/promocao-led-zeppelin.html
Vamos prestigiar os colegas hehehehe.
E só pra refrescar a memória de quem conhece ou para apresentar a quem não conhece aí vai um pouco do LED:
Abraços e boa sorte a todos.
segunda-feira, 11 de abril de 2011
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Caravanserai! Viajando junto...com Carlos Santana.
Falando francamente, este não é um disco para iniciantes. É sim, para iniciados. Não aconselhado para quem ainda não conhece Carlos Santana. Obrigatório para quem já conhece. Voce não pode conhecer Santana por este disco, mas não pode afirmar que conhece Santana sem conhecer este disco. Foi gravado em 1972, marcado por mudanças na formação da banda, e no próprio som de Santana, que vinha nos seus tres discos anteriores determinando sua marca ao misturar salsa, rock e jazz. Aqui temos, ainda, e talvez mais até, o jazz, porém quase somente instrumental. E eu acrescentaria, um algo até mais espiritual. Aliás, o som remete à capa. Voce viaja em uma caravana, sente o deserto, e sem dúvida vê o oásis. A percurssão comanda de fora a fora, sem obedecer a ningúem, a não ser a guitarra de Santana, o mestre da caravana.
"Olhe para cima, para ver o que vem descendo",hehe. Para dar uma idéia do que esperar deste disco, basta dizer que aqui está "Stone Flower" de Tom Jobim. Santana e Tom Jobim. Quer mais ? É neste album que entra o percursionista cubano Amando Peraza(para mim um dos melhores do mundo). Falei no início que este disco não é para iniciantes, e sim, para iniciados. É que não se deve esperar um disco de guitarrista, com a guitarra ditando as regras. Não é assim que funciona com Santana, e neste disco muito menos. A música vem como deve vir, em grupo. Cada um fazendo sua parte e construindo assim, o todo. Santana, o mestre da alquimia, é humilde e apenas complementa, preenche os espaços entre a percussão, a bateria, os teclados, o contra-baixo, o vocal em algumas faixas. Mas não se engane, quando a guitarra grita suavemente uma frase, é uma majestade que está gritando suavemente uma frase. E voce, fatalmente, suavemente, displicentemente esquece todos os outros instrumentos, os coadjuvantes, e ouve o que Santana tem a dizer. E o que ele diz ? Ele diz...ouça aquele timbau, e este teclado. Sinta aquela bateria.
Caravanserai, viajando junto, ao som de Santana. Não posso definir o som encontrado neste disco. É algo que não se explica, se ouve. Tudo que eu ousasse dizer aqui sobre as faixas do disco, só seria compreendido após a audiçao atenta e entregue do leitor. Se o leitor não alcançar este disco à primeira audição, por favor, não culpe o disco, nem culpe a si mesmo. Dê nova chance aos dois, e após a audição definitiva, com certeza irá perceber que já ouviu uma centena de vezes, por puro prazer.
sábado, 26 de março de 2011
Elba Ramalho...Ave de Prata...Capim do Vale...Elba Ramalho
Normalmente escrevo sobre apenas um disco em cada post aqui em meu blog. Mas neste caso não há outra saída. Meu coração ainda não decidiu de qual dos dois discos sobre os quais quero falar ele gosta mais. Quantas lembranças em cada um. Quantas tempestades de emoções. Quantos trovões sacudindo a alma. Mas tudo bem, cabem os dois em meu coração . E são eles Ave de Prata e Capim do Vale. Primeiro e segundo trabalhos de Elba respectivamente. São parecidos no som e nas lembranças. O mesmo mandacarú rasgando a carne, o mesmo carcará voando alto sob o sol. Após ouvir todo o disco Ave de Prata, fica a certeza: este disco era necessário, essa cantora tinha de existir. Canta coração, um recado de Geraldo Azevedo e Carlos Fernando, traz um sentimento morno ao coração. Uma guitarra que acredito ser de Robertinho do Recife ( me corrijam por favor se estiver enganado), faz meu "alegre coração triste como um camelo" chorar a ausencia da namorada. Primeiro disco, primeira música, primeiro impacto. Chico Buarque não poderia escolher alguem melhor para cantar Não sonho mais. Eu é que vivo sonhando com aqueles bons tempos. A sanfona lembra que o forró é bom, mesmo moderno. Não vou ficar aqui dizendo que antigamente se fazia discos com um time de primeiríssima linha de músicos, é só pesquisar a ficha técnica e confirmar. Zabumba, sanfona, triângulo e Elba Ramalho. "Eu sonhei contigo e cai da cama...diz que me ama e eu não sonho mais". Veja se não dá vontade de ver a lua nascer em uma cidadezinha do interior ao ouvir Veio d´agua. A voz de Elba causou estranheza naqueles anos efervescentes. Alguns diziam que ela gritava. Este meio que baião Razão de Paz deve ter ajudado neste engano. A voz forte e cristalina é alta e cortante. Eu adorei já na primeira palavra. Uma coisa a aprender com este disco e principalmente nesta faixa chamada Baile de máscaras, é o uso de elementos modernos perfeitamente casados com o tradicional. E esta música apesar de não ser nenhum hit, ou alguma obra prima, tem uma estrutura gostosa de ouvir, simples, franca e direta. Filho das Índias foge um pouco do clima, mas não estraga o disco. Mas a faixa título, Ave de Prata, esta sim é responsável pela emoção principal que traduz o disco. Tinha de ser de Zé Ramalho. Violões e bordões e cavaquinhos e o lamento na voz de Elba. Bastava isto mas logo após temos Kukukaya - o jogo da asa da bruxa. "São quatro jogadores nesta mesa, frente a frente para jogar", eia, eia o jogo sujo da vida. E meu amor onde andava nestes tempos? Kukukaya eu quero voce aqui, presta atenção em mim. Ainda temos outras coisas...ouça o disco.
Uma cascavel armando o bote e balançando o maracá. A segunda investida, o mesmo som perfeito, ainda o nordeste queimando sob o céu azul sem sol dentro do Caldeirão dos Mitos. Forró, um fole de oito baixos no sertão. Quem já se apaixonou sabe o Nó cego que dá no peito. Essa canção tem algo de maracatú no sacolejo da voz de Elba somado a um som de cítara. Eitcha nóis. Pés de Milho, andarilhos como nossos filhos. Um naipe de cordas emoldura com elegância clássica a melodia andarilha desta canção. Pura emoção. Depois vem um revisitação de Légua Tirana de Luiz Gonzaga ( sua benção ) e Humberto Teixeira. Quem teve a felicidade de ouvir mestre Lua cantar esta música, sabe da responsabilidade desta moça recem-chegada ao mundo do estrelato da mpb. Porto da Saudade tem todos os elementos nordestinos, desde a letra, até o triângulo marcando sempre e até o fim da canção. O auge da reverência ao nordeste está na interpretação viceral de O violeiro de Elomar. Só Elba e uma viola ponteada. "Amor, forria, viola, nunca dinheiro. Viola,forria, amor, dinheiro não". Como disse antes, tem mais coisa no disco. Ouçam estes discos...eles são muito bons.
sábado, 19 de março de 2011
The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars - David "Classic Rock" Bowie
Um amigo me questionou, sobre a falta de postagens a respeito bandas novas neste meu blog. A princípio me quedei pensativo, mergulhado em uma severa auto-crítica. Estaria eu me portando como um velho birrento e chato, que ama o passado e que não vê que o novo sempre vem ? Será ? Aí então chamei minhas filhas de dezoito e onze anos respectivamente, e pedi o nome de uma banda nova. Elas me deram alguns nomes, todos de dez anos atrás, e me pediram licença para continuar ouvindo meu disco de David Bowie ,"Ziggy Stardust". Este sobre o qual irei escrever agora. Ali estava minha resposta. Então eu pensei, não estou fora de sintonia, e continuo aberto ao novo. Apenas o novo não está vindo do meu agrado. E tenho que ser fiel ao meu propósito. Não importa se é novo ou velho, tem de ser bom. E por falar em ser bom, que tal um clássico pop de 1972 ? Cheio de androginia, ficção e uma boa pegada rock setentista...e muito talento. É um album conceitual, muito em voga na época. Um album conceitual, para quem não sabe, é um album em que todas as músicas tratam de um tema central. Como um enredo, uma história musicada. Existem lendas sobre quem é Ziggy.Uns dizem ser um cantor metade alienígena, que fazia o clássico estilo selvagem, sexo&drogas,&rock and roll. Lendas à parte, a sonoridade do disco é típica de Bowie.
Hard rock total em momentos como Sufragette City, pop em baladas como a clássica Starman e deliciosamente indefinido em Ziggy Stardust. Mas, seja velho, atemporal ou seja lá o que, eu quero, preciso, que me apresentem um disco feito nos últimos dez anos que se equipare a este, em som e criatividade. Dessa vez não quero me alongar muito. Não quero tomar o tempo do leitor. Quero sim, que você leitor, procure em algum lugar, e encontre rapidamente, e ouça atentamente este disco. Com certeza voce irá atrás de outros trabalhos de David Bowie. Talvez, voce passe a ter, assim como eu, às vezes, somente às vezes, a sensação de que a imaginação criativa parou, estancou no tempo, a mais de vinte anos atrás.
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